A raça

Canil Cavalier King Charles SpanielHistória da raça
 
Há notícias da raça na corte britânica desde o século XV. O Cavalier King Charles Spaniel aparece em pinturas de grandes artistas europeus como Vermeer, Van Dyke, Titian, Landseer, Stubbs e Hogarth do século XV ao XIX. Também era uma raça comum presente no reinado de Rei Charles II (1660-1685) e séculos depois da rainha Victoria, que foi coroada em 1838. Ela pode ser vista com seu pequeno tricolor spaniel chamado Dash nas pinturas do artista Landseer. No século XVII recebeu o nome King Charles Spaniel em homenagem ao rei Charles II, apaixonado por tais cães. Com o tempo, foi sofrendo transformações. No século XIX tinha porte menor, focinho mais curto, com ângulo bem marcado no encontro com a testa (stop); cabeça mais abobadada e orelhas inseridas baixas.
 
Graças ao interesse de um americano, Mr. Roswell Eldridge, em recuperar o tipo antigo (porte maior, cabeça mais chata, orelhas inseridas altas, leve stop e focinho mais longo), hoje contamos com o seu ressurgimento.
 
Roswell publicou em 1926 um anúncio no catálogo da famosa exposição inglesa, a Cruft’s, oferecendo um grande prêmio em dinheiro para o melhor King Charles Spaniel do velho tipo, que fosse apresentado na exposição. Apenas dois exemplares se inscreveram, mas a semente estava lançada. O prêmio foi estendido por 5 anos, ajudando assim a formar um novo plantel, aperfeiçoado por cruzamentos seletivos. Para diferenciar este cão que ressurgia do “primo” menor, adicionaram a palavra Cavalier ao nome. Assim, hoje temos duas raças distintas: o King Charles Spaniel (chamado nos EUA de English Toy Spaniel) e o Cavalier King Charles Spaniel, que difere em tamanho, aparência e temperamento.
 
Em 1928, o clube do Cavalier foi estabelecido no Reino Unido, porém a raça só foi reconhecida em 1945 pelo English KC. Já nos EUA, sua aceitação é mais recente. Quanto ao King Charles Spaniel, atualmente é bastante raro no mundo.
 

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